Porta dos Fundos zomba de possessões demoníacas em igrejas em novo vídeo

A zombaria com cristãos, em especial às diferentes linhas doutrinárias evangélicas, já é parte da tradição do canal Porta dos Fundos. Uma nova esquete do grupo de humor faz piada com as manifestações demoníacas em cultos.

O vídeo, intitulado “Bastidores”, especula o que aconteceria por trás dos púlpitos durante os cultos nas igrejas pentecostais e neopentecostais. Divulgado na última segunda-feira, 06 de maio, o episódio tem Gregório Duvivier como protagonista e roteiro de Fábio Porchat.

Atores encenam possessões demoníacas, e o personagem de Duvivier – ateu, militante de esquerda e centro de polêmicas com lideranças evangélicas – se vale de ironia para acusar as igrejas evangélicas de serem caça-níquel. “As igrejas de pobre dão mais valor”, diz o demônio que se apoderou do personagem, em tom irônico.

Ao longo do episódio até Valdemiro Santiago, autointitulado apóstolo e líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, é citado como alguém venerado pelos demônios.

Em outro vídeo, que mostra o making-of da produção, há um depoimento do ator Fábio de Luca, que disse que frequentava cultos quando criança: “Eu tinha uma tia que era evangélica, eu me emocionava e sempre aceitava Jesus. É uma religião linda, é uma pena que tem tanta loucura na cabeça das pessoas. A cultura evangélica é muito linda, uma pena que tem esses demônios enfiados no meio, desvirtuando todo mundo. Parabéns a você que é evangélico de verdade”, afirmou.

“Deus” mafioso

Em outro vídeo recente o Porta dos Fundos, intitulado “Padrino” (referência ao líder da máfia no longa-metragem O Poderoso Chefão), Fábio Porchat interpreta “Deus”, e surge ao lado de um “Jesus” tatuado e fumante, como chefe de uma organização que extorque fiéis sempre visando uma maior arrecadação.

Durante o episódio, o personagem de Porchat dialoga com um “pastor” de nome Elias, e exige mais ofertas pois os dízimos teriam se tornado insuficientes. Dessa forma, “Deus” afirma que o pastor precisa “tirar tudo” dos fiéis, e dá demonstrações de sua determinação ao mostrar-se disposto a torturas e outras ações extremas: “Eu matei a humanidade afogada porque um dia acordei com torcicolo”, diz.

De volta à igreja, o “pastor” passa a vender produtos “ungidos” como forma de fazer a arrecadação crescer e dessa forma entregar ao personagem de Porchat o que ele demanda. A cena, estereotipada, demonstra não ter o menor pudor ao mencionar o Espírito Santo como fiador daquela prática caça-níquel.

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